Um dito popular nos diz que: "Quem bate, esquece, quem apanha, jamais." O homem com o passar dos tempos, tende a dar menos importância (ou nenhuma) à situações suspeitas que tenha participado. Dessa forma, evita que outros indiquem suas falhas e descubram possíveis erros graves. No fim da história, ele ainda pode-se dizer uma vítima daquilo que os ostros caluniam sem provar.
Muito fácil é, depois de passados sete anos, negar a existência do pior caso de corrupção da política brasileira. Nem todos possuem memórias hipercapazes de se lembrar dos detalhes do caso. Dessa maneira, é fácil manipular o que houve ou não naquela época, afinal de contas nenhum de nós, pobres mortais, poderá provar que realmente existiu.
Somente quem poderá fazê-lo são os onze ministros que julgam o caso, o Procurador Geral da Repúblca e a Polícia Federal, que por sua vez, se empenhou em reunir as provas necessárias para provar que a denúncia de Roberto Jefferson era fundamentada. E assim se provou, através de provas que constam nos autos do processo.
Dessa forma, torçamos para que este conjunto de retalhos convençam os ministros que, a escabrosa compra de parlamentares, realmente existiu no primeiro mandato do governo do PT. Salvos os inocentes, todos os demais deverão pagar por aquilo que manchou a nossa imagem (ainda o faz) perante o mundo, e nos faz escutar que, por aqui "corrupção é um fator cultural." Talvez isto seja verdade, pela impunidade ainda presente em nosso país.
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